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Como o mercado de produto está lidando com a queda do home office

Quase 90% dos profissionais de Produto no Brasil trabalham de forma remota ou híbrida, mas o modelo 100% à distância vem encolhendo.

por Rodrigo Matheus

Eu estava olhando os números recentes sobre como o mercado de tecnologia opera e me chamou atenção o que está acontecendo com quem trabalha com produtos digitais. O Panorama do Mercado de Produto 2025-2026, feito pela PM3 com mais de dois mil profissionais da área, mostra que quase 90 por cento dos profissionais de Produto no Brasil estão em modelos flexíveis, divididos entre remoto e híbrido.

Isso coloca o ecossistema de produto como um dos mais flexíveis do país. Para ter uma ideia, nos Estados Unidos, dados da Robert Half mostram que 66% das vagas continuam sendo presenciais. Enquanto o mercado americano tenta puxar todo mundo de volta para a mesa do escritório, o Brasil mantém a flexibilidade como regra da maioria.

Mas olhando os detalhes da pesquisa da PM3, o remoto puro está perdendo espaço. Em 2025, 47,53% dos profissionais atuam de forma totalmente remota, o que representa uma queda de quase três pontos percentuais em relação a 2024. Se a gente olhar para trás, a retração do home office integral chega a mais de 14 pontos percentuais desde 2023.

Quem está avançando para ocupar esse espaço é o modelo híbrido. A modalidade de ir ao escritório uma ou duas vezes por semana já responde por quase 28 por cento das respostas, enquanto o modelo de três vezes ou mais por semana subiu para 14 por cento. O presencial total continua rondando os 10 por cento, concentrado em empresas mais tradicionais.

Essa transição sugere que as empresas de produto estão tentando encontrar um meio-termos entre a autonomia que o digital trouxe e a necessidade de colaboração presencial. Para quem busca vaga na área, o cenário exige atenção redobrada aos modelos anunciados pelas empresas.

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