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Como está o mercado para engenheiros no Brasil

Eu tava olhando como o mercado para engenheiros no Brasil mudou, passando da construção civil para o boom da tecnologia e da inteligência artificial.

por Rodrigo Matheus

Escolher uma profissão nunca é uma decisão simples. A gente sempre pondera a duração da faculdade, a área de atuação e, claro, o que o mercado de trabalho está esperando da gente. Afinal de contas, todo mundo quer conseguir um bom emprego logo depois de terminar a graduação.

A engenharia sempre foi um campo enorme, dividido em vários ramos e com muitas opções para quem decide seguir por exatas. Olhando para trás, entre os anos de 2010 e 2013, o número de engenheiros contratados no Brasil saltou de 146,1 mil para 273,7 mil, uma alta de 87% que empolgou muita gente na época.

O grande diferencial de quem se forma em engenharia sempre foi a capacidade de aplicar tecnologia para resolver problemas de forma eficiente e reduzir o tempo gasto pelas empresas. Mas a verdade é que o setor caminha junto com o Produto Interno Bruto do país. Com a retração de 3,8% do PIB em 2015, as vagas minguaram, especialmente em áreas tradicionais como a construção civil.

Para escapar da crise, as empresas precisaram mudar o foco. Os investimentos saíram de áreas como transporte e segurança para migrar rumo a setores com maior necessidade de inovação, como bens de consumo, energia, agronegócio e telecomunicação.

Hoje em dia, o cenário mudou bastante de figura. O mercado de TI no Brasil cresceu 18,5% e superou a média global de 14,1%, atingindo US$ 67,8 bilhões em faturamento.

Esse crescimento acelerado na área de tecnologia reflete diretamente nas vagas de engenharia. O LinkedIn colocou o engenheiro de IA na lista dos empregos em alta no Brasil, ao lado de outras carreiras ligadas a software e cibersegurança.

O avanço da inteligência artificial, da automação e do machine learning transformou completamente o tipo de profissional que as empresas estão buscando por aqui. Se antes a conversa girava em torno de obras e indústrias tradicionais, agora o papo é sobre desenvolvimento de software, dados e inteligência artificial.

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