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Como está o mercado para engenheiros no Brasil

Descubra como o mercado de trabalho para engenheiros se comporta no Brasil, unindo os setores tradicionais, a demanda por tecnologia e as áreas em alta.

por Rodrigo Matheus

Escolher uma profissão nunca é uma decisão simples. A gente sempre pondera a área de atuação, o tempo de faculdade e, claro, o que o mercado de trabalho espera da gente no fim do curso. Afinal, todo mundo quer encontrar um bom emprego depois da formatura.

A engenharia sempre foi um campo em destaque. Isso acontece porque as empresas precisam resolver problemas de forma eficiente e gastando pouco. Entre 2010 e 2013, por exemplo, o número de engenheiros contratados no país saltou de 146,1 mil para 273,7 mil, o que representou uma alta de 87 por cento.

O grande diferencial dessa profissão é a capacidade de aplicar tecnologia para resolver problemas e reduzir o tempo gasto pelas empresas. Mesmo com oscilações econômicas e períodos em que o PIB encolheu, a engenharia continua encontrando espaço em setores como bens de consumo, energia, agronegócio e telecomunicações.

Dados da consultoria Kelly Services mostram que a engenharia civil é o ramo com mais profissionais no mercado. Por outro lado, os melhores salários se distribuem entre a química, a mecânica, a elétrica ou eletrônica, a de computação, a civil e a produção.

Um estudo da consultoria Robert Half aponta que as melhores oportunidades hoje estão na área de gestão de pessoas, projetos e processos em grandes empresas. Nesses locais, os salários podem atingir patamares impressionantes, mas exigem muita especialização e habilidade de comunicação.

Além da formação técnica, o mercado cobra diferenciais. O domínio do inglês é essencial porque a engenharia é uma ciência universal e grande parte do material de pesquisa está nesse idioma. O espanhol também ganhou peso com a expansão de empresas brasileiras para países como Bolívia e Peru.

Olhando para o futuro próximo, as engenharias continuam em alta, especialmente quando associadas à inovação e à tecnologia. Funções ligadas a inteligência artificial, machine learning, dados e infraestrutura em nuvem aparecem com força nos guias de profissões para os próximos anos.

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